sexta-feira, 25 de junho de 2010

..Berlim..


Chegada em Berlim pela primeira vez, e com muita vontade!



Sem duvida 1 semana é pouco demais pra absorver essa cidade fervida, cheia de cidadãos universais e sorrisos fáceis.

Mercados urbanos diversos, (chamados Flea Markets, que sao uma mescla de mercados de pulgas com feiras hypes) acontecem 2 ou 3 vezes na semana, onde se é possivel encontrar de tudo: joguetes antigos (legos e playmobil por uma pechincha), tecido, objetos de arte antigos e contemporaneos, telas, livros, roupas de design experimental e super originais, sapatos, bolsas, telefones, toca discos, moveis usados retro, por exemplo, encontrei poltronas anos 50, com um rasgadinho no estofado por 6 euros.
Berlim bem é barata, seja para quem vive, seja para quem está de passagem. Para mim a tortura era nao poder transportar tanta coisa... Domingo é o dia que eles mais acontecem.

Um que recomendo é o Flea Market Mauerpark, que acontece no domingo, das 8 as 18, na Bernauer Strasse. Lá vale a pena buscar o stand do Studio Once, onde se pode comprar fotografias fixadas na madeira, e prontinhas pra ir pra parede. Ideal para levar de lembrança porque as fotos transmitem a energia que Berlim tem com um toque de arte, e voce não corre o risco de ter uma foto amassada ao longo da trip. Foram eles os responsaveis pelas fotos da Cultura do Abraço que fizemos no manicomio abandonado.

A cidade é surpreendente... As tubulações de esgoto aparentes são cor de rosa (pink!), o sistema de transporte é rigorosamente preciso e organizado, cerveja sempre gelada com uma variedade absurda, kebabs e street art por todos os lados.




Um barzinho interessante para conhecer é o Madame Claude. Toque surrealista por ter uma ambientação no teto, e a sensação é que você é quem está de cabeça pra baixo. Sempre tem uma bandinha tocando.




Uma verdadeira galeria de arte ao ar livre, a parte preservado da Muro de Berlim (East Side Gallery) é encantador e emocionante.

As casas ocupadas (okupas ou squatters) estao espalhadas por varios pontos da cidade, e Tacheles (diz-se Táqueles) é uma dessas que, para quem gosta de arte urban e contemporanea, nao pode deixar de conhecer. Foi ocupada em 90, por um grupo de jovens artistas, que a transformaram num polo "underground" de arte contemporanea. Lá funcionam cerca de 30 ateliers de artistas de varias partes do mundo, cada um em uma sala, e virou rota preferida de galeristas badalados de Nova York, e de outras partes do mundo. Foi lá que conheci o trabalho de Tim Roelofs, um cara que faz colagens fantasticas, e as vende em forma de postais, A4, e ainda maiores, depende de quanto se quer pagar. Tim fez parcerias com a Versace, onde desenvolveu uma linha de estampas pra marca.





Logo na chegada de Tacheles, o parque de esculturas em metal da boas vindas ao atelier do artista turco Huseyin Arda, um dos primeiros a chegar por ali. Arda tem um trabalho sensacional. Tacheles sem duvida é um daqueles locais que não se pode deixar de conhecer em Berlim. No ultimo andar tem um bar super interessante, e la vizinho tem o Café Zapata, onde sempre rolam umas festinhas.


Berlim é demais!
Obrigada Quique e Ale

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